O USO DA TECNOLOGIA FACILITA O ENGAJAMENTO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
Aluno: Vagner Ferreira Gonçalves
RU: 1084679
Polo: Barcarena
Data: 13/09/2017



No Município de Abaetetuba no Estado do Pará, a professora Maria de Lourdes também começou a investir na diversificação de atividades e no uso de tecnologia para incluir alunos com deficiência (Surdos e Mudos) durante as aulas de educação física. Responsável por turmas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e dos anos finais do ensino fundamental, na Escola Estadual Maximiano, e do sexto ao oitavo ano, na Escola Estadual Pedro Teixeira, ela organiza a aula com diversas práticas esportivas acessíveis para todos os estudantes.

“Se eu vou trabalhar atletismo, não dá para colocar todos os alunos para fazer exatamente a mesma atividade. A gente precisa pensar em estratégias para que eles participem do esporte dentro dos gostos e preferências deles. É como se fosse no ensino híbrido: uma aula com vários recursos para os alunos”, comenta Maria de Lourdes, que tem especialização na área de educação inclusiva. Para contextualizar as modalidades, a professora também começou a usar os recursos disponíveis no laboratório de informática das escolas e com celulares em cima dos aplicativos disponíveis, um deles chamado Lumosity,. Hoje ela mescla as aulas práticas com momentos de investigação sobre diferentes esportes.
Nas atividades dentro do laboratório, a professora organiza a turma em grupos que sempre envolvem alunos com maior e menor domínio das ferramentas digitais. “Às vezes o aluno tem dificuldade para escrever, mas na sala de informática ele consegue digitar as letras. Isso é muito bom para a autoestima deles”, destaca Maria de Lourdes.
Com o intuito de trabalhar os conteúdos associados ao esporte, ela recorre a diferentes objetos digitais de aprendizagem disponíveis na plataforma Currículo. “Ela trabalha com caça-palavras, jogos e vídeos. Está fazendo com que os alunos se adaptem, porque a tecnologia também é importante para a aprendizagem deles, independente de ir para a quadra jogar.”
De acordo com ela, nessas aulas é possível notar que os alunos com deficiência ficam mais motivados porque conseguem desenvolver as atividades no seu ritmo. “A tecnologia é viva, colorida e lúdica. Ela potencializa a inclusão porque você não fica apenas em uma metodologia”, diz Maria de Lourdes, que reafirma a importância de oferecer diferentes opções para a turma. Durante as atividades, ela conta que também estimula que os alunos façam pesquisas e montem apresentações com curiosidades sobre os esportes no PowerPoint, trabalhando um pouco com design e animação. “Quando o aluno tem autoestima, eu acho que a aula flui. A metodologia diversificada e diferenciada traz muito progresso”.
O progresso, apontado por Maria de Lourdes, foi observado na prática pelo professor Douglas Neves, mais conhecido pelos colegas como Doug Alvoroçado. Com graduação em pedagogia, ele sentiu a necessidade de buscar especialização em educação inclusiva quando recebeu na sua turma um aluno com dificuldade de aprendizagem e uma aluna com deficiência visual. “Ele fiz uma série de adaptações do material e assim começou o seu trabalho. Um ano depois lhe ofereceram ir para a sala de recursos, onde começou a trabalhar para que a inclusão acontecesse dentro da escola”, lembra.

Na rede municipal do Pará, o professor passou a usar recursos tecnológicas para possibilitar que os alunos com deficiência pudessem acompanhar os conteúdos apresentados em sala de aula. “Ele tinha que explicar sobre fotossíntese para uma criança que não ouvia, não sabia ler e nem escrever. Para facilitar a vida e a do aluno, ele começou a usar imagens, produzir vídeos e apresentar explicações em aplicativos” que fazia com que o aluno tivesse um melhor desempenho para aprender sobre determinados assuntos.

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